Pedro Leonelli - Zepeto
Original Music and Soundtrack


PEDRO LEONELLI - ZEPETO
Original Music and Soundtrack

Pedro Leonelli é músico e produtor musical focado em música original para audiovisual e mercado fonográfico. Baseia seu estilo na valorização da autenticidade, usando a sensibilidade estética para combinar arte e funcionalidade na expressão única que cada trabalho pode inspirar. Exerce principalmente as atividades de produção de trilhas originais, produção musical, mixagem e masterização, entre outras.
Entende diversas técnicas e abordagens criativas como ferramentas disponíveis para criação de universos sonoros únicos. Desde gravações de instrumentos tradicionais à manipulação ou fabricação de samples, passando pela construção de atmosferas e uso de estéticas temporais diferentes.
Transita em algumas áreas do universo da música e áudio, tais como composição, produção, arranjo, edição, gravação e finalização. Essa capilaridade lhe permitiu o desenvolvimento de diferentes habilidades como pesquisa e direcionamento estético, domínio de DAWs, conhecimento de teoria musical, tocabilidade de alguns instrumentos, domínio de diferentes ferramentas de áudio e aplicação de SFX e Sound Design.
Nascido em Salvador, Bahia, já assinou trilhas para Prefeitura de Salvador, Esporte Clube Vitória, Agência Hike, Dendezeiro, BW2, Soul Dila, Artvism (ONG internacional) entre outros. Produziu músicas de artistas como Melly, Evylin, Vandal, Liz Kaweria, Virus, Vuto, Rei Lacoste e Bagum.

Pedro Leonelli is a musician and music producer focused on original music for audiovisual and recording industries. His style is based on valuing authenticity, using aesthetic sensitivity to combine art and functionality in the unique expression that each work can inspire. He primarily works in original soundtrack production, music production, mixing, and mastering, among other areas.
He understands various techniques and creative approaches as tools available for creating unique sonic universes. From recordings of traditional instruments to the manipulation or fabrication of samples, including the construction of atmospheres and the use of different temporal aesthetics.
He works in several areas of the music and audio universe, such as composition, production, arrangement, editing, recording, and finalization. This wide range of skills has allowed him to develop different abilities such as research and aesthetic direction, mastery of DAWs, knowledge of music theory, playability of some instruments, mastery of different audio tools, and application of SFX and Sound Design.
Born in Salvador, Bahia, he has composed soundtracks for the Salvador City Hall, Esporte Clube Vitória, Agência Hike, Dendezeiro, BW2, Soul Dila, Artvism (an international NGO), among others. He has produced music for artists such as Melly, Evylin, Vandal, Liz Kaweria, Virus, Vuto, Rei Lacoste, and Bagum.


Cultura do Sample
O sample pode ser entendido como um fragmento — não apenas de uma mídia, mas também de significado.
Quando um sample aparece, ele não traz apenas um som, uma imagem ou uma referência. Ele também carrega memórias, contextos e afetos. Por isso, um sample pode nos colocar em um lugar de conforto: ele cria uma conexão imediata com algo que já conhecemos, mesmo quando inserido em uma obra completamente nova.
A lógica do sample é a do recorte. Ele nasce da fragmentação e, justamente por isso, se opõe à ideia de totalidade. Um sample nunca é o todo; ele evidencia a diferença entre o fragmento e a obra completa. Ao ser inserido em um novo contexto, passa a coexistir com outros fragmentos, formando uma nova composição.
Isso faz com que uma única obra possa conter diversos pontos de identificação. Pequenos momentos que capturam nosso olhar ou nossa escuta e funcionam como âncoras em meio a uma experiência mais ampla.
Essa dinâmica não está presente apenas na música. Ela atravessa toda a cultura contemporânea.
Com a revolução digital, passamos a consumir uma quantidade cada vez maior de fragmentos. A cultura não atingiu um ponto de volatilidade; ela se tornou exponencialmente volátil. O que hoje parece acelerado, amanhã já terá sido multiplicado.
Esse movimento é, ao mesmo tempo, estimulante e inquietante. Estimulante porque revela uma cultura em permanente transformação. Inquietante porque, diante de tantas referências e possibilidades, é fácil perder o senso de orientação.
Nesse cenário, o sample funciona como um cais. Um pequeno ponto de ancoragem estética. Um fragmento familiar ao qual podemos nos agarrar antes de seguir explorando o restante da obra.
Seja uma sonoridade, uma imagem, um trecho de um filme ou qualquer outro elemento midiático, o sample possui essa capacidade de criar reconhecimento quase instantâneo.
Talvez uma das formas mais interessantes de utilizá-lo seja justamente não esconder seu recorte. Expor a borda, deixar evidente que aquele fragmento veio de outro lugar. O que poderia parecer uma imperfeição também pode ser percebido como afeto.
Porque, no fim, um sample não é apenas uma citação. É uma memória que encontra uma nova forma de existir.
Testando, fazendo música, brincando com referências. Cruzando linguagens que fazem sentido pros contextos dos meus trabalhos e que estão por aí flutuando nos cenários do jogo.
Sonoridades latinas, baianas, rock, neo soul, eletrônicas...
Na era da inteligência artificial, na era dos bancos de dados, nos ressoam incessantemente palavras como curiosidade, medo, presságio, ciclos, profecias, fim, obsolescência...
A arte e o lugar do acaso poderão nos ajudar a viver melhor. Do que o humano realmente precisa? Até aonde vai aquilo que não é estritamente funcional? Porque aquilo que é está com os dias contados, não há competitividade digna com a funcionalidade oferecida pela I.A.. Agora, mais do que nunca, sabemos que não há limite algum para aquilo que não tem coração. Agora, mais do que nunca, sabemos que aquilo que tem é uma escolha cada vez mais exclusiva e valorosa.


